O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, para enviar recados a líderes globais. Ele abordou temas como tarifas comerciais, a situação na Venezuela e seu interesse na Groenlândia, em meio ao processo de impeachment em seu país.
Em seu discurso principal, Trump celebrou a economia americana, citando baixas taxas de desemprego e acordos comerciais recém-firmados. Ele criticou o que chamou de “pessimistas e profetas do apocalipse”, referindo-se aos alertas sobre mudanças climáticas, e defendeu o desempenho de sua gestão.
O presidente americano também criticou o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Ele afirmou que a instituição elevou as taxas de juros de forma muito rápida e as reduziu lentamente, o que, segundo ele, limitou o crescimento econômico do país.
Ameaça de tarifas à Europa
Durante o evento, Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Em entrevista coletiva, ele ameaçou impor tarifas sobre carros europeus caso não consiga fechar um acordo comercial com o bloco. A informação foi divulgada pela BBC Brasil.
O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, reforçou a posição, afirmando que as tarifas poderiam chegar a 25% sobre automóveis importados da Europa. A ameaça surge em um contexto de tensões comerciais crescentes entre os dois lados.
Groenlândia como ‘negócio imobiliário’
Questionado sobre seu interesse em comprar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, Trump descreveu a ideia como um “negócio imobiliário”. Ele mencionou a localização estratégica da ilha e seu potencial, confirmando que o assunto foi discutido e que está avaliando a possibilidade.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já havia classificado a proposta como “absurda”. O interesse de Trump gerou controvérsia e levou ao cancelamento de uma visita de Estado que ele faria ao país nórdico.
Apoio a Guaidó na Venezuela
Trump também comentou a crise na Venezuela, reafirmando seu apoio a Juan Guaidó como presidente interino. Ele se encontrou com Guaidó em Davos e declarou que o governo de Nicolás Maduro é “ilegítimo” e que o povo venezuelano sofre sob sua liderança.
O presidente americano não descartou se encontrar com Maduro, mas ponderou que tal reunião seria improvável. Ele reforçou que seu foco é apoiar a oposição liderada por Guaidó.
Recado a Greta Thunberg
Em relação à ativista ambiental Greta Thunberg, também presente em Davos, Trump afirmou que ela deveria focar sua atenção em outros países. Ele sugeriu que a jovem sueca se concentrasse em nações que, segundo ele, são mais poluentes, em vez de criticar os Estados Unidos.
Encontros diplomáticos
A agenda de Trump em Davos incluiu reuniões bilaterais. Ele se encontrou com o presidente do Paquistão, Imran Khan, e ofereceu-se para mediar a disputa do país com a Índia pela região da Caxemira. O governo indiano, no entanto, já rejeitou mediação externa.
Outro encontro importante foi com Nechirvan Barzani, presidente da região autônoma do Curdistão, no Iraque. A reunião ocorreu em um momento de alta tensão no Oriente Médio, após ações militares envolvendo os EUA e o Irã em território iraquiano.
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