Rota do ouro ilegal movimenta R$ 3 bilhões em 2 anos

Uma nova rota de ouro clandestino, que movimenta quase R$ 3 bilhões em dois anos, foi identificada pela Polícia Federal. O esquema transportava o metal de garimpos ilegais na Amazônia para o mercado internacional, segundo apuração da BBC.

A investigação aponta que o ouro extraído ilegalmente era levado para Itaituba, no Pará. De lá, seguia em voos para uma pista de pouso em Jundiaí, no interior de São Paulo, antes de ser exportado.

O principal alvo da operação é Dirceu Frederico Sobrinho, presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro). Ele também é dono da corretora F.D’Gold DTVM, uma das maiores do país, sediada em Goiânia.

A Polícia Federal estima que o grupo transportava quase 400 quilos de ouro por mês. A investigação teve início a partir de informações da Receita Federal sobre movimentações financeiras suspeitas.

O ouro ilegal era “esquentado” com documentos de áreas de extração legalizadas. Para isso, eram usadas permissões de lavra garimpeira (PLGs) para justificar a origem do metal, que na verdade vinha de terras indígenas e unidades de conservação.

A empresa Gana Gold Comércio e Exportação de Ouro, com sede em Goiânia, também é investigada. A companhia seria responsável por receber o ouro ilegal e exportá-lo para uma das maiores empresas da Índia.

A F.D’Gold, de Dirceu Sobrinho, é apontada como a principal fornecedora da Gana Gold. A defesa de Sobrinho nega as acusações, afirmando que ele não tem relação com a Gana Gold e que sua empresa atua legalmente.

A investigação também revelou a participação de pilotos e donos de aeronaves no transporte do minério. O esquema utilizava um aeródromo privado em Jundiaí, que não possui fiscalização da Receita Federal ou da Polícia Federal.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) é criticada por falhas na fiscalização. A agência não verifica se a quantidade de ouro declarada por um garimpeiro é compatível com a capacidade de produção da área autorizada.

Essa brecha permite que o ouro de áreas ilegais seja declarado como se tivesse sido extraído de uma lavra legal. O sistema de controle é baseado na autodeclaração e na boa-fé, o que facilita fraudes.

A F.D’Gold DTVM afirmou em nota que todas as suas operações são legais e documentadas. A empresa se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e disse repudiar a extração ilegal de minérios.

📌 Leia mais: Veja mais notícias sobre tecnologia e mercado financeiro


📱 Siga o FintechNode no Instagram para não perder nenhuma novidade do mercado financeiro!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You May Also Like

Fonte de Notícia Indisponível para Análise

A matéria sobre a partida de tênis não pôde ser gerada pois a fonte original estava sem conteúdo, impossibilitando a apuração e reescrita dos fatos.

Cripto: Fazendas Furtavam R$ 150 Mil/Mês em Energia em AL

Polícia Civil de Alagoas desmonta duas fazendas de criptomoedas por furto de energia e água. O prejuízo mensal para a concessionária chegava a R$ 150 mil. Saiba mais.

Fnac Darty: Ações sobem 40% com oferta de €2,4 bilhões

A varejista Fnac Darty recebeu uma oferta de aquisição de €2,4 bilhões da Ceconomy e Daniel Kretinsky, fazendo suas ações dispararem. Entenda o impacto.

SRM Ventures investe na Tarken para atacar crédito B2B

A SRM Ventures, CVC da SRM Asset, realiza seu primeiro investimento na Tarken, fintech de Sérgio Furio (Creditas). Saiba como a parceria visa o mercado B2B.