O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou uma possível candidatura à reeleição em 2026. Durante um evento em Brasília, ele afirmou que ‘a gente vai ganhar outra vez’, justificando a necessidade de manter a democracia no país.
A declaração ocorreu no encerramento da 4ª Marcha das Margaridas. Lula disse que, embora tenha 81 anos em 2026, estará ‘na flor da idade’, segundo informações do portal InfoMoney.
‘Não é porque eu sou bom, é porque esse país precisa de democracia’, afirmou o presidente. Ele completou dizendo que o Brasil ‘precisa de gente que governe olhando para as pessoas mais necessitadas’.
Esta foi a primeira vez que o presidente falou publicamente sobre uma possível tentativa de reeleição. Anteriormente, Lula havia adotado um tom mais cauteloso, afirmando que não era o momento para discutir o pleito de 2026.
Em outras ocasiões, ele mencionou que não gostaria de ser candidato se o país estivesse ‘em paz’. A nova declaração marca uma mudança em seu discurso público sobre o futuro político.
O evento, realizado no estádio Mané Garrincha, reuniu trabalhadoras rurais. Na ocasião, Lula assinou oito decretos voltados para políticas públicas para o campo e para as mulheres.
Entre as medidas anunciadas está a criação do Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para as Mulheres Rurais. Também foi determinada a retomada do Programa Nacional de Reforma Agrária.
Outros decretos incluem a criação de uma comissão para enfrentar a violência no campo e a titulação de terras para comunidades quilombolas. O governo também anunciou a expansão do programa Luz para Todos.
Foi instituído, ainda, o programa Quintais Produtivos. A iniciativa é voltada para promover a produção de alimentos por mulheres rurais, visando sua autonomia econômica.
Em seu discurso, Lula criticou o governo anterior, sem citar o nome de Jair Bolsonaro. Ele se referiu ao ex-presidente como ‘um coiso’, ‘fascista’, ‘genocida’ e ‘negacionista’.
O presidente afirmou ter encontrado ‘um país semidestruído’. Segundo ele, a gestão anterior promoveu o desmonte de políticas públicas importantes para a população mais vulnerável.
Lula citou o fim de programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) como exemplos do que chamou de negação de políticas essenciais.
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