Um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi inserido indevidamente no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O caso, ocorrido na noite de 4 de janeiro, está sob investigação da Polícia Federal (PF).
A ordem de prisão fraudulenta foi inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O documento foi assinado com o nome do próprio ministro e continha a expressão “faz o L”, uma alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações do portal InfoMoney, o STF confirmou o incidente, classificando-o como um “ataque hacker”. A Corte informou que a inconsistência foi identificada e o mandado foi retirado do sistema imediatamente.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar o ocorrido. A PF também investiga se um mandado falso similar, expedido contra o presidente Lula, tem relação com a mesma fraude.
O CNJ, por sua vez, comunicou que o episódio se tratou de um “uso indevido do sistema por um usuário que já possuía credencial de acesso”. O órgão descartou uma invasão externa e afirmou que os acessos estão sendo auditados para identificar o responsável.
Em nota, o CNJ declarou que também acionou a Polícia Federal e abriu uma apuração interna para investigar o caso. Os registros (logs) do sistema estão sendo analisados para determinar a autoria da inserção fraudulenta.
A presidência do CNJ cancelou o mandado falso assim que o uso indevido foi detectado. O incidente ocorreu poucos dias antes do aniversário de um ano dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
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