Documentos do Departamento de Estado dos EUA revelam que o governo de Donald Trump elaborou uma proposta para comprar a Groenlândia. A informação, inicialmente vista como especulação em 2019, mostra um plano estruturado para a aquisição do território dinamarquês.
A oferta consistia em um pagamento único de US$ 600 bilhões, equivalente a 4 trilhões de coroas dinamarquesas, à Dinamarca. O acordo proposto previa a transferência total da soberania da Groenlândia para os Estados Unidos, conforme reportagem do jornal dinamarquês Berlingske.
Além do valor principal, o plano incluía um subsídio anual de US$ 40 milhões a ser pago diretamente à Groenlândia. Este montante visava compensar o subsídio que o território atualmente recebe do governo dinamarquês.
A documentação foi preparada para uma possível reunião entre o então secretário de Estado, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Jeppe Kofod. Contudo, o encontro nunca aconteceu e a proposta não foi formalmente apresentada.
O interesse dos EUA no território é motivado por sua localização estratégica no Ártico e por suas vastas reservas de recursos naturais. A região possui grande potencial em minerais e terras raras, elementos cruciais para a indústria de alta tecnologia.
A crescente importância geopolítica do Ártico, intensificada pelas mudanças climáticas e pela concorrência com Rússia e China, fundamentou o interesse da administração Trump. O controle da Groenlândia ofereceria uma vantagem estratégica significativa.
Quando a intenção de compra foi mencionada publicamente por Trump em 2019, foi recebida com incredulidade. Políticos dinamarqueses e groenlandeses rejeitaram a ideia prontamente, tratando-a como absurda.
Søren Espersen, do Partido Popular Dinamarquês, classificou a proposta como “completamente insana” na época. A revelação dos documentos, no entanto, demonstra que a ideia era uma consideração séria dentro do governo americano.
A atual administração de Joe Biden não deu continuidade à tentativa de compra. Em vez disso, o governo dos EUA optou por uma abordagem diplomática, aumentando sua presença na região com a abertura de um consulado em Nuuk, a capital da Groenlândia.
A divulgação da “estrutura de um futuro acordo”, segundo a BBC, confirma que a intenção de Trump foi além de um simples comentário. O plano detalhado evidencia o valor estratégico e econômico que os EUA atribuem à ilha.
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