O ex-presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou que uma possível vitória de Donald Trump nas eleições americanas levaria a uma tentativa de “exorcizar” a presença chinesa na América Latina. A declaração foi dada em entrevista à BBC em Londres.
Duque, que governou a Colômbia entre 2018 e 2022, descreveu a influência da China na região como uma “presença positiva”. Ele criticou a abordagem de Trump, focada em sanções e tarifas, argumentando que tal política não beneficia os países latino-americanos.
Segundo o ex-presidente, enquanto os Estados Unidos historicamente veem a América Latina como seu “quintal”, a China se posiciona como um parceiro estratégico de longo prazo. Ele destacou que os investimentos chineses não vêm acompanhados de imposições políticas.
Ele mencionou que a China já é o principal parceiro comercial de nações como Brasil, Chile e Peru. Para Duque, a política “America First” de Trump se traduz em uma visão de “América sozinha”, que isola os EUA e prejudica as relações hemisféricas.
Duque, um político conservador e antigo aliado do governo Trump, ressaltou a importância de uma relação pragmática com ambas as potências. Ele acredita que a região não deve ser forçada a escolher um lado em uma disputa que não lhe pertence.
O ex-mandatário colombiano citou como exemplo de cooperação positiva o financiamento chinês para a construção do metrô de Bogotá. Ele alertou que uma nova presidência de Trump poderia intensificar uma “guerra fria comercial” na América Latina.
Para ele, a melhor forma de competir com a influência chinesa seria os EUA oferecerem mais investimentos e oportunidades comerciais, em vez de adotarem medidas punitivas. Duque defende que a região deve manter sua autonomia nas relações internacionais.
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