Suzane von Richthofen iniciou uma disputa judicial pela herança de seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, avaliada em R$ 10 milhões. A defesa busca garantir sua parte no patrimônio, com base nas regras de sucessão do Código Civil.
Miguel Abdalla Netto faleceu em 2022, deixando um testamento que destinava todos os seus bens à esposa, Lilian, e, na ausência dela, ao sobrinho Andreas Albert von Richthofen. Suzane não foi incluída no documento, segundo informações do portal InfoMoney.
A principal tese da defesa de Suzane é que o testamento seria parcialmente nulo. O argumento se baseia no regime de casamento de seu tio, que era de separação total de bens. Neste regime, o cônjuge não é considerado um herdeiro necessário.
A legislação brasileira determina que 50% do patrimônio de uma pessoa, a chamada “legítima”, deve ser obrigatoriamente destinada aos herdeiros necessários. O testador só pode dispor livremente da outra metade de seus bens.
Como Miguel não tinha descendentes (filhos) ou ascendentes (pais) vivos, seus herdeiros necessários passam a ser os colaterais. Neste caso, os filhos de sua irmã Marísia: Suzane e Andreas von Richthofen.
A advogada Danielle Corrêa, do escritório Corrêa & Viana Advocacia, explicou que, com a esposa não sendo herdeira necessária, os sobrinhos ascendem na linha sucessória para receber a parte legítima da herança.
Com base nisso, a ação judicial de Suzane reivindica o direito a metade da “legítima”. Isso corresponde a 25% do patrimônio total, um valor estimado em R$ 2,5 milhões.
A situação de seu irmão, Andreas, que também é herdeiro, adiciona uma camada de complexidade ao processo, pois ele estaria desaparecido. A disputa agora se concentra na interpretação da lei para definir o destino do espólio milionário.
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