A SRM Ventures, braço de corporate venture capital (CVC) da SRM Asset, anunciou seu primeiro investimento. A escolhida foi a fintech Tarken, que atua como um motor de crédito para o mercado B2B e foi cofundada por Sérgio Furio, da Creditas.
O valor do aporte na Tarken não foi divulgado. A startup foi criada por Sérgio Furio e James Scriven, ex-CEO do IDB Invest, o braço de investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O objetivo é fornecer uma infraestrutura de crédito para outras empresas.
A fintech oferece uma plataforma de software no modelo white-label. Com ela, grandes companhias podem embutir ofertas de financiamento para seus clientes, tipicamente pequenas e médias empresas. A solução é descrita como um “motor de crédito B2B”.
Para André Troncon, head da SRM Ventures, a Tarken se encaixa na estratégia do grupo. “A Tarken é o motor e nós temos o combustível, que é o capital para irrigar as operações”, afirmou o executivo, segundo o portal NeoFeed.
A SRM Asset possui cerca de R$ 25 bilhões sob gestão e aproximadamente R$ 5 bilhões em operações de crédito. A parceria com a Tarken permitirá que a SRM atue como investidora e também como uma das fontes de capital para as operações de crédito da fintech.
Sérgio Furio explicou o modelo de negócio da Tarken. “Nós entramos com a tecnologia e os parceiros entram com o capital e a distribuição”, disse. Ele ressaltou que a fintech não busca originar clientes diretamente, mas sim através de parceiros.
O foco da Tarken são grandes empresas como indústrias, atacadistas e distribuidores que possuem uma vasta rede de clientes PMEs. Essas empresas podem usar a plataforma para oferecer crédito, resolvendo o problema do alto custo de aquisição de clientes.
Furio comparou a abordagem com o início da Creditas, que hoje é avaliada em US$ 4,8 bilhões e já captou US$ 829 milhões. Segundo ele, a Creditas também começou fornecendo tecnologia para parceiros antes de criar sua própria marca.
A plataforma da Tarken é responsável por todo o ciclo do crédito, desde a análise e subscrição de risco até a formalização e a cobrança. O parceiro, por sua vez, entra com o capital e a base de clientes, compartilhando os resultados da operação.
Atualmente, a Tarken está em fase de MVP (produto mínimo viável) e opera com dois projetos-piloto. A meta da companhia é encerrar o ano com uma base de 10 a 15 grandes empresas utilizando sua tecnologia para ofertar crédito.
Além da parceria com a SRM, a Tarken já está em conversas com outros fundos de venture capital para uma futura rodada de captação, visando acelerar seu crescimento e expandir suas operações no mercado de crédito B2B.
O mercado de crédito para PMEs no Brasil conta com outros players que atuam com modelos semelhantes de parceria. Entre eles estão empresas como a55, Adiante, WEEL e CashU, que também buscam solucionar as dores de financiamento do setor.
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