O Santander Brasil registrou um lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre de 2025. O valor representa um crescimento de 10,7% sobre o trimestre anterior e uma alta de 32,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Apesar do crescimento, o resultado ficou ligeiramente abaixo da previsão de analistas consultados pela Refinitiv, que esperavam um lucro de R$ 4,14 bilhões para o período. As informações foram divulgadas no balanço da instituição, conforme reportado pela Forbes Brasil.
No acumulado do ano, o lucro líquido gerencial do Santander atingiu R$ 14,55 bilhões, um avanço de 4,7% sobre o ano anterior. Excluindo o efeito do ágio da aquisição do ABN Amro Real, o crescimento anual foi de 15,3%.
A margem financeira bruta do banco totalizou R$ 13,38 bilhões no quarto trimestre. Esse número indica uma queda de 2,9% em relação ao terceiro trimestre, mas uma alta de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
As receitas provenientes da prestação de serviços somaram R$ 4,8 bilhões. O montante representa um aumento de 1,6% sobre o trimestre anterior e um crescimento de 8,8% na base anual.
As despesas gerais do banco alcançaram R$ 6,03 bilhões no último trimestre de 2025. O valor é 5,1% maior que o registrado no terceiro trimestre e 5,3% superior ao mesmo período do ano anterior.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) foi de R$ 3,85 bilhões, uma queda de 12,8% em relação ao trimestre anterior. No entanto, houve um leve aumento de 1,2% na comparação com o quarto trimestre do ano passado.
O índice de inadimplência para operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 2,7% ao final de dezembro. O indicador permaneceu estável em relação a setembro e apresentou uma queda de 0,2 ponto percentual no comparativo anual.
A carteira de crédito ampliada do Santander encerrou o ano em R$ 447,5 bilhões. O volume representa um crescimento de 2,6% em três meses e de 10,8% em doze meses.
A rentabilidade do banco, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), atingiu 21,1% no quarto trimestre. O indicador subiu 1,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O ROE anual foi de 21,2%.
O presidente-executivo do Santander, Sergio Rial, afirmou que o banco apresentou um resultado consistente. Ele destacou o bom crescimento da carteira de crédito e a qualidade dos ativos sob controle.
Já o CFO, Angel Santodomingo, complementou que os números refletem o foco da instituição no cliente, na eficiência e na rentabilidade.
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