Os preços do petróleo registraram queda nesta quarta-feira, influenciados pelo aumento inesperado nos estoques dos Estados Unidos e pela cautela do mercado antes da reunião da Opep+.
Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em julho caíram US$ 0,62, ou 0,7%, fechando a US$ 83,60 o barril. Já o petróleo WTI dos EUA recuou US$ 0,60, uma queda de 0,8%, para US$ 79,23.
O principal fator de pressão foi o relatório do American Petroleum Institute (API). Os dados mostraram que os estoques de petróleo bruto nos EUA aumentaram em 509.000 barris na semana passada, contrariando as expectativas de analistas, que previam uma queda de 1 milhão de barris.
Segundo informações do portal InfoMoney, o resultado surpreendeu os investidores e gerou um movimento de baixa nos preços.
Para Tamas Varga, corretor da PVM, “o aumento inesperado dos estoques de petróleo bruto dos EUA… exerceu uma nova pressão de baixa sobre os preços”.
A atenção do mercado também está voltada para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para 2 de junho. O grupo irá discutir a possível extensão dos cortes voluntários de produção.
Atualmente, os cortes somam 2,2 milhões de barris por dia (bpd). A expectativa é que a política de restrição da oferta seja mantida para sustentar os preços.
Varga acrescentou que o mercado de petróleo está em um “estado de espera” antes da importante reunião ministerial da Opep+.
Outro ponto de atenção é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos EUA. O documento pode fornecer pistas sobre a política monetária, o que impacta a força do dólar.
Um dólar mais forte tende a tornar o petróleo mais caro para detentores de outras moedas, o que pode reduzir a demanda e pressionar ainda mais as cotações da commodity.
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