O ouro e a prata registraram as maiores quedas em anos. A desvalorização foi impulsionada por dados de emprego nos EUA acima do esperado e pela interrupção das compras de ouro pelo banco central da China, segundo informações do portal InfoMoney.
Os contratos futuros de ouro para entrega em agosto fecharam com uma queda de 4,5%. A perda foi de US$ 100,60, com a onça cotada a US$ 2.325 na Comex de Nova York.
Em termos nominais, esta foi a maior queda diária para o ouro desde 11 de agosto de 2020. Já a queda percentual foi a mais acentuada registrada desde 17 de junho de 2021.
A prata sofreu um impacto ainda maior. Os contratos futuros para julho despencaram 9,2%, uma redução de US$ 2,97. O metal fechou o dia negociado a US$ 29,26 por onça.
Essa foi a maior queda percentual diária para a prata desde 11 de agosto de 2020, refletindo a forte aversão ao risco que atingiu os metais preciosos no pregão.
O principal gatilho para o movimento foi o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll). A economia americana criou 272.000 postos de trabalho em maio, superando a expectativa de 180.000.
Dados de emprego robustos reduzem a probabilidade de o Federal Reserve cortar as taxas de juros. Juros mais altos tornam ativos sem rendimento, como o ouro, menos atraentes para investidores.
A probabilidade de um corte de juros em setembro caiu de cerca de 70% para aproximadamente 50% após a divulgação do relatório, segundo ferramentas de monitoramento do mercado.
Outro fator crucial foi a notícia de que o Banco Popular da China (PBoC) interrompeu suas compras de ouro em maio. A pausa encerrou uma sequência de aquisições que durou 18 meses consecutivos.
O PBoC foi um dos principais impulsionadores da recente alta do ouro. Segundo o World Gold Council, a China foi o maior comprador do setor oficial em 2023, com aquisições líquidas de 225 toneladas.
Esse volume representou a maior adição anual já registrada pelo banco central chinês. A pausa nas compras é interpretada como uma reação aos preços recordes alcançados pelo metal.
Ole Hansen, do Saxo Bank, avalia que a pausa chinesa é uma resposta aos preços elevados. Ele acredita que a tendência de longo prazo de compra por bancos centrais deve continuar.
Hansen projeta que o ouro deve se consolidar em um patamar próximo a US$ 2.300 por onça. Outros metais preciosos também registraram perdas significativas no dia.
A platina recuou 3,8%, sendo negociada a US$ 966,90 por onça. O paládio, por sua vez, teve uma queda de 2,2%, fechando o pregão a US$ 909,00 por onça.
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