A Netflix (NFLX) reportou resultados sólidos no primeiro trimestre de 2024, superando as previsões de lucro e receita. Contudo, suas ações registraram queda superior a 5% no after-hours após a divulgação de seu guidance para os próximos períodos.
O lucro líquido da companhia atingiu US$ 2,33 bilhões no trimestre, um aumento expressivo em relação ao US$ 1,3 bilhão do mesmo período no ano anterior. O lucro por ação (LPA) foi de US$ 5,28, bem acima da expectativa de analistas, que era de US$ 4,52.
A receita trimestral totalizou US$ 9,37 bilhões, representando um crescimento de 14,8% na comparação anual. O valor também superou a projeção do mercado, que era de US$ 9,26 bilhões, segundo informações apuradas pelo portal Exame.
No quesito assinantes, a Netflix adicionou 9,33 milhões de novos usuários, quase o dobro da previsão de 4,8 milhões. Com isso, a base global de assinantes da empresa alcançou a marca de 269,6 milhões.
O principal fator para a reação negativa do mercado foi o anúncio de que a empresa deixará de reportar os números trimestrais de assinantes e a receita média por membro (ARM) a partir do primeiro trimestre de 2025.
A Netflix argumenta que essas métricas se tornaram menos relevantes. O foco agora será em indicadores como receita, margem operacional e engajamento. A empresa afirmou que ainda comunicará marcos importantes de assinantes quando atingidos.
Para o segundo trimestre de 2024, a gigante do streaming projeta uma receita de US$ 9,49 bilhões, ligeiramente abaixo do consenso de US$ 9,51 bilhões. A previsão de lucro por ação, no entanto, é de US$ 4,68, superando a expectativa de US$ 4,54.
Para o ano completo de 2024, a companhia projeta um crescimento de receita entre 13% e 15%. A estratégia inclui a melhoria na variedade e qualidade do conteúdo e a expansão de seu negócio de publicidade.
O plano com anúncios já representa 40% de todas as novas inscrições nos mercados onde está disponível. A repressão ao compartilhamento de senhas também foi citada como uma medida bem-sucedida.
Paolo Pescatore, analista da PP Foresight, classificou a decisão de omitir os dados de assinantes como um “movimento ousado”. Ele sugere que a medida indica uma nova fase de crescimento focada em rentabilidade, aumentando a pressão sobre a empresa para manter o crescimento da receita.
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