Mojahed Kourkour, cidadão iraniano, foi executado após ser condenado à morte em um processo judicial amplamente criticado. Ele teve apenas alguns minutos para se despedir de sua família antes da execução, segundo denúncias de ativistas de direitos humanos.
A condenação estava ligada à morte de Kian Pirfalak, um menino de 10 anos, durante os protestos que tomaram o Irã. O governo acusou Kourkour de ser o responsável pelo assassinato da criança na cidade de Izeh, em novembro.
Controvérsia e Negação da Família
A mãe de Kian Pirfalak, no entanto, contradisse publicamente a versão oficial do regime iraniano. Durante o funeral de seu filho, ela afirmou que foram as forças de segurança do Estado que atiraram e mataram o menino, e não os manifestantes.
Essa declaração gerou grande repercussão e colocou em dúvida a legitimidade da acusação contra Kourkour. A família da vítima nunca apoiou a narrativa de que um manifestante seria o culpado pela tragédia.
Processo Judicial Questionado
Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, denunciaram graves falhas no processo legal de Kourkour. Ele foi submetido a tortura para obter uma confissão forçada, uma prática documentada em outros casos de prisioneiros políticos no Irã.
Além disso, Kourkour teve seu direito à defesa negado. As autoridades iranianas impediram que ele fosse representado por um advogado de sua própria escolha, impondo um defensor público alinhado aos interesses do sistema judicial do país.
A falta de um julgamento justo e a ausência de uma defesa independente são pontos centrais nas críticas internacionais contra o caso. A execução ocorreu apesar dos apelos de grupos de direitos humanos por uma revisão do processo.
O caso de Mojahed Kourkour se insere em um contexto mais amplo de repressão a manifestantes no Irã. O regime tem utilizado a pena de morte como uma ferramenta para intimidar e silenciar a oposição que surgiu após a morte de Mahsa Amini em setembro de 2022.
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