A produção industrial brasileira registrou uma queda de 1,6% em abril, revertendo o crescimento de 0,9% observado em março. O resultado negativo foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e acendeu um alerta na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o portal InfoMoney, na comparação com abril de 2023, a indústria também apresentou uma retração de 1,6%. No acumulado do ano, o setor ainda mostra um avanço de 0,5%, mas no acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de 1,3%.
Marcelo Azevedo, gerente de análise da pesquisa do IBGE, destacou que o resultado negativo de abril eliminou o ganho registrado no mês anterior. Ele aponta que o setor industrial ainda opera 0,8% abaixo do nível pré-pandemia e 17,5% aquém do pico histórico de maio de 2011.
Entre as grandes categorias econômicas, a maior queda foi observada nos bens de consumo duráveis, com recuo de 10,5%. Bens de capital caíram 6,1% e bens intermediários, 1,0%. Apenas o setor de bens de consumo semi e não duráveis teve alta, de 1,1%.
A análise por atividades mostra que 16 dos 25 ramos pesquisados tiveram queda. As principais influências negativas vieram das indústrias extrativas (-7,9%), produtos alimentícios (-5,2%) e equipamentos de informática e produtos eletrônicos (-12,5%).
Por outro lado, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou um crescimento expressivo de 13,2%, sendo o principal impacto positivo no resultado geral do mês.
Projeções da CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que os juros altos atuam como uma “âncora pesada” sobre o crescimento. A entidade revisou para baixo suas projeções para o desempenho do setor e da economia brasileira.
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria para 2024 foi reduzida de 2,9% para 2,4%. Para o período de 2025 a 2027, a CNI projeta um crescimento médio anual de 2,2% para o setor industrial.
Para o PIB total do Brasil, a projeção de crescimento em 2024 caiu de 2,3% para 2,0%. Entre 2025 e 2027, a expectativa é de uma expansão média de 2,0% ao ano, considerada insuficiente pela CNI para promover o desenvolvimento econômico e social do país.
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