O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) exigirá um aporte extraordinário de R$ 5,5 bilhões das instituições financeiras. A medida visa recompor a liquidez do fundo após eventos de liquidação de bancos como o Master e o Will Bank, segundo o portal InfoMoney.
A decisão foi tomada para elevar o índice de liquidez do FGC, que estava em 4,29% em março. O objetivo do conselho de administração do fundo é atingir a meta de 4,5%. O patrimônio total do fundo era de R$ 134,9 bilhões no mesmo período.
A necessidade de capitalização surgiu após intervenções do Banco Central na BRK e na Portocred, além das liquidações extrajudiciais do Banco Master e do Will Bank. Esses eventos consumiram recursos do fundo, que garante depósitos de até R$ 250 mil por CPF.
O aporte será recolhido por meio de uma contribuição adicional. A alíquota será de 0,0125% sobre a base de cálculo dos saldos de depósitos e instrumentos garantidos. Os bancos poderão realizar o pagamento em até 12 parcelas mensais.
Esta não é a primeira vez que o FGC solicita um aporte extra. Em 2018, uma contribuição de R$ 4,5 bilhões foi necessária após as liquidações do Banco Neon e da financeira Domus. A medida atual é vista como prudente para manter a robustez do sistema.
Para os bancos, o impacto do novo aporte é considerado negativo. A contribuição deve pressionar a rentabilidade das instituições. Estima-se uma redução entre 20 e 40 pontos-base no Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) dos grandes bancos.
A medida pode também diminuir a capacidade de expansão de crédito do setor. Os maiores bancos, como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, serão os que mais contribuirão, dado o volume de seus depósitos.
O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos depositantes. Sua função é garantir a confiança no sistema financeiro nacional, cobrindo prejuízos em caso de quebra de instituições associadas.
📌 Leia mais: Veja todas as notícias sobre investimentos e mercado de capitais
📱 Siga o FintechNode no Instagram para não perder nenhuma novidade do mercado financeiro!