O dólar à vista encerrou em forte queda de 1,38%, cotado a R$ 5,2074 na venda. Este é o menor valor de fechamento desde 31 de maio, impulsionado pela fraqueza da moeda no exterior e por um intenso fluxo de capital para a bolsa brasileira.
Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2001 e a máxima de R$ 5,2790. Com o resultado, o dólar acumula uma baixa de 0,83% em junho, mas ainda registra uma alta de 7,31% no acumulado do ano.
O cenário externo foi um dos principais fatores para a desvalorização. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, caiu 0,41%, para 105,47 pontos, conforme informações do portal Investing.com.
Segundo Diego Costa, da B&T Câmbio, a queda global do dólar foi o gatilho inicial para o movimento. Ele observou, no entanto, que o real teve um desempenho superior a outros pares emergentes, indicando a influência de um fator local.
Internamente, o destaque foi um “forte movimento de fluxo para a Bolsa”, nas palavras de Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Esse movimento de entrada de recursos estrangeiros na B3 aumentou a oferta de dólares no mercado.
Fernando Bergallo, da FB Capital, também apontou o “forte fluxo de entrada de recursos para a B3” como determinante para a queda da cotação. O movimento foi especialmente intenso durante a manhã, segundo os operadores.
O desempenho positivo do mercado de ações refletiu esse fluxo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma alta preliminar de 1,3% no mesmo dia, acompanhando o otimismo dos investidores com a entrada de capital.
A expectativa em relação à política monetária também contribuiu para o cenário. O mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), com consenso para a manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano.
Para Jefferson Rugik, a perspectiva de manutenção dos juros ajuda a dar um “pano de fundo” de maior estabilidade para o câmbio. Essa previsibilidade sobre a taxa básica de juros é bem recebida pelos agentes do mercado financeiro.
O Banco Central também atuou no mercado ao realizar um leilão de 12.000 contratos de swap cambial tradicional. A operação visava a rolagem de vencimentos futuros, uma prática rotineira da autoridade monetária.
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