A Câmara Municipal do Recife rejeitou a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A decisão ocorreu em uma sessão com placar de 22 votos contrários e 10 favoráveis ao prosseguimento da denúncia.
O pedido foi protocolado pelo vereador Alcides Cardoso (PSDB). Ele acusava o prefeito de crime de responsabilidade por supostamente não submeter à aprovação do Legislativo uma operação de crédito no valor de R$ 60 milhões junto ao Banco Mundial.
Os recursos do empréstimo seriam destinados aos projetos “Parque Capibaribe” e “Orla do Recife”. A acusação central era a ausência de autorização da Câmara para a contratação do financiamento, conforme detalhado em reportagem do portal InfoMoney.
A defesa do prefeito argumentou que a operação de crédito estava amparada por uma lei aprovada em 2013, durante a gestão do ex-prefeito Geraldo Julio (PSB). A legislação autorizava o Executivo a contratar até US$ 200 milhões em crédito externo.
Segundo a argumentação, o empréstimo atual de R$ 60 milhões estaria contido no limite previamente autorizado por essa lei, dispensando uma nova votação na Câmara. O resultado da votação já era esperado, pois o prefeito detém ampla maioria na casa.
A sessão foi marcada por um clima de tensão, com a presença de manifestantes a favor e contra o impeachment do prefeito. A votação foi realizada de forma secreta pelos vereadores presentes.
João Campos é pré-candidato à reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto na capital pernambucana. O Partido dos Trabalhadores (PT), que integra a base de seu governo, orientou sua bancada a votar contra a abertura do processo.
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