Um estudo publicado na revista Science revela um dado alarmante: 48% das áreas úmidas da Amazônia não possuem nenhum tipo de proteção legal. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e outras instituições internacionais.
Essas áreas desprotegidas equivalem a um território de 432 mil quilômetros quadrados, uma extensão maior que a do estado de São Paulo. A análise aponta para uma falha significativa nas políticas de conservação ambiental para o bioma, segundo o portal Exame.
No total, as áreas úmidas amazônicas cobrem cerca de 900 mil quilômetros quadrados, o que corresponde a 14% de toda a bacia amazônica. Esses ecossistemas são fundamentais para a regulação do clima e o ciclo da água na região.
As funções ecológicas incluem o armazenamento de grandes quantidades de carbono, a purificação da água e a manutenção de uma vasta biodiversidade. A degradação dessas áreas pode ter consequências climáticas e econômicas severas.
Para realizar o mapeamento, os pesquisadores utilizaram uma metodologia inovadora. A técnica combinou imagens de satélite com modelos hidrológicos avançados, permitindo uma precisão inédita na delimitação dessas áreas inundáveis.
O estudo identifica múltiplas ameaças a esses ecossistemas vulneráveis. Entre os principais riscos estão o avanço do desmatamento para a agropecuária, a mineração, a exploração de petróleo e gás, e a construção de hidrelétricas.
Os incêndios florestais, que se intensificaram nos últimos anos, também representam um perigo direto para a integridade das áreas úmidas. A falta de um status de proteção legal agrava a exposição a essas atividades.
Liderado por pesquisadores como Liana O. Anderson, do Cemaden, e Carlos A. Nobre, do IEA-USP, o estudo defende a criação urgente de políticas de conservação integradas. A proteção legal é vista como um passo essencial para garantir o futuro desses ecossistemas.
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