A fintech brasileira Agibank protocolou seu pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A operação será realizada na Nasdaq, bolsa de valores conhecida por abrigar grandes empresas de tecnologia.
A companhia busca seguir os passos de outras empresas brasileiras de tecnologia financeira, como Nubank e Stone, que encontraram no mercado americano uma maior liquidez e avaliações mais robustas para financiar seus planos de crescimento.
O pedido foi submetido de forma confidencial à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano. Os detalhes financeiros completos serão divulgados posteriormente, próximo ao início do roadshow com investidores.
Detalhes da Operação e Avaliação de Mercado
Fontes de mercado indicam que a avaliação do Agibank pode girar em torno de US$ 2 bilhões. O montante exato a ser captado ainda não foi definido e dependerá das condições de mercado no momento da oferta.
A operação está sendo coordenada por um sindicato de bancos de primeira linha, incluindo Goldman Sachs, J.P. Morgan e Bank of America. A escolha de instituições com forte presença global sinaliza a ambição do banco digital.
O Agibank pretende listar suas ações sob o ticker “AGBK”. A expectativa é que o IPO ocorra ainda no primeiro semestre de 2026, consolidando mais um passo na internacionalização de fintechs brasileiras.
Estratégia e Foco no Público-Alvo
Os recursos levantados com o IPO serão direcionados principalmente para a expansão da carteira de crédito. O banco também planeja investir pesadamente em tecnologia e na ampliação de seus canais de distribuição.
O modelo de negócios do Agibank combina o digital com uma presença física estratégica. A empresa opera com mais de 800 hubs (pontos de atendimento) em todo o Brasil, focando em cidades de pequeno e médio porte.
Seu público principal é formado por aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. Atualmente, a base de clientes ativos ultrapassa 2,3 milhões de pessoas, com uma carteira de crédito que supera os R$ 10 bilhões.
Segundo o fundador e CEO, Marciano Testa, a missão é promover a inclusão financeira. O capital do IPO permitirá ao banco acelerar a oferta de produtos e serviços para uma parcela da população frequentemente mal atendida pelos bancos tradicionais.
A estratégia de crescimento inclui a diversificação do portfólio com seguros, investimentos e outros serviços financeiros. O objetivo é aumentar o engajamento e a receita por cliente, fortalecendo o ecossistema da fintech.
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