Os preços do petróleo registraram queda nesta segunda-feira. Operadores reavaliam o impacto da tempestade tropical Barry na produção dos Estados Unidos, que se mostrou menos severo do que o previsto inicialmente, pressionando as cotações da commodity.
Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) caíram US$ 0,63, ou 1,0%. A cotação atingiu US$ 59,58 por barril, refletindo a expectativa de rápida normalização da oferta no Golfo do México.
Já os futuros do petróleo Brent, referência internacional, apresentaram um recuo de US$ 0,24, equivalente a 0,4%. O valor do barril foi negociado a US$ 66,48, de acordo com informações do portal Investing.com.
A queda ocorre após empresas de petróleo no Golfo do México interromperem mais da metade da produção da região. A medida foi uma precaução contra a chegada da tempestade Barry na semana passada.
No domingo, as companhias haviam cortado a produção em 1,3 milhão de barris por dia (bpd). Esse volume representa 69% do total produzido na região do Golfo, demonstrando a escala da paralisação preventiva.
Contudo, a tempestade perdeu força e foi rebaixada para uma depressão tropical. O impacto foi menor que o esperado, gerando no mercado a perspectiva de que a produção de petróleo será retomada rapidamente.
Stephen Innes, sócio-diretor da Vanguard Markets, afirmou em nota que o impacto da tempestade deve ser de curta duração. Ele avalia que as interrupções não serão suficientes para apertar o mercado de forma significativa.
A baixa nos preços também reflete preocupações contínuas com a desaceleração do crescimento econômico global. Uma economia mundial mais fraca pode reduzir a demanda futura por petróleo.
Por outro lado, as tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, ajudam a sustentar os preços. A extensão dos cortes de produção pela OPEP e seus aliados (OPEP+) também limita quedas mais acentuadas.
Em outra frente, a empresa de serviços de energia Baker Hughes informou na sexta-feira uma redução no número de sondas de petróleo em operação nos EUA. Foi a segunda semana consecutiva de queda no indicador.
O número de sondas ativas caiu em quatro unidades, totalizando 784 na semana encerrada em 12 de julho. Este dado é observado pelo mercado como um sinalizador de uma potencial diminuição na produção futura do país.
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