Pandora: Brasileiro eleva EUA a 30% do faturamento global

A gestão do brasileiro Luciano Rodembusch, presidente da Pandora na América do Norte, transformou os Estados Unidos no principal motor de crescimento da joalheria dinamarquesa. O mercado americano agora responde por 30% do faturamento global da companhia, que atingiu 26,5 bilhões de coroas dinamarquesas em 2022.

Quando Rodembusch assumiu o cargo em 2019, a situação era desafiadora. A marca enfrentava queda nas vendas e perdia relevância no país. Em suas palavras, a Pandora estava “cansada, sem energia, muito promocional”, conforme reportagem do portal Exame.

A virada começou com a implementação do plano global “Programme Now”, liderado pelo CEO Alexander Lacik. A estratégia focou em rejuvenescer a percepção da marca, com Rodembusch liderando a execução de forma notável no mercado norte-americano.

Um pilar central da nova estratégia foi o reposicionamento da Pandora como uma marca de “luxo acessível”. A empresa reduziu a dependência de promoções agressivas e passou a focar na construção de valor e no conceito de presentear com peças memoráveis.

Para sustentar essa mudança, a companhia aumentou os investimentos em marketing. A associação com celebridades, como a atriz Millie Bobby Brown, foi uma das táticas para reconectar a marca com um público mais jovem e fortalecer sua imagem.

A renovação da experiência física também foi crucial. As lojas passaram por uma modernização com o novo conceito “Evoke”. Simultaneamente, a operação de e-commerce foi fortalecida, tornando-se um canal de vendas cada vez mais relevante para a empresa.

Os resultados financeiros demonstram o sucesso da estratégia. A receita da Pandora na América do Norte saltou de 6,2 bilhões de coroas dinamarquesas em 2019 para 9,7 bilhões de coroas dinamarquesas em 2022, um crescimento superior a 50% em três anos.

Este desempenho fez com que os Estados Unidos ultrapassassem a China, que anteriormente era o principal mercado da joalheria. O mercado chinês, por sua vez, caiu para a quarta posição no ranking de faturamento da companhia.

Com o sucesso do plano anterior, a Pandora lançou uma nova fase de crescimento, chamada “Phoenix”. A meta global atualizada é alcançar um crescimento anual entre 7% e 9% até o ano de 2026, com um investimento previsto de 1 bilhão de coroas dinamarquesas.

Nos EUA, a expansão continua. A empresa, que possui cerca de 650 pontos de venda no país, sendo 250 lojas próprias, planejava abrir entre 25 e 35 novas unidades ao longo de 2023. O canal digital já representa 38% das vendas na região.

Luciano Rodembusch acredita que ainda há um vasto espaço para crescimento no mercado americano. O executivo também destacou o potencial do Brasil, afirmando que é um mercado que a Pandora “olha com carinho” para futuras expansões.

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