O Pentágono está programado para alterar seu foco estratégico militar, deslocando a prioridade da China para a América Latina a partir de 2026. A mudança representa uma reavaliação significativa na política de defesa dos Estados Unidos, conforme reportado pelo portal Exame.
A informação foi originalmente divulgada pelo veículo de notícias Semafor. A decisão teria sido impulsionada por um forte lobby da general Laura Richardson, que comanda o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), responsável pelas operações na América Latina e no Caribe.
Richardson argumentou que os Estados Unidos estavam perdendo influência para a China em sua própria vizinhança. A general destacou a crescente presença chinesa na região como um fator crítico para a segurança nacional americana.
A nova diretriz implicará no redirecionamento de recursos de inteligência, vigilância e reconhecimento. Ativos como aviões espiões e satélites, atualmente focados na região do Indo-Pacífico, serão realocados para monitorar a América Latina.
O objetivo principal é contrapor a influência chinesa, visível em investimentos em infraestrutura crítica. Projetos como portos e instalações espaciais financiados pela China na região são vistos com preocupação por Washington.
Além da presença chinesa, outras ameaças à segurança motivaram a mudança. O combate ao tráfico de fentanil e o controle de fluxos migratórios são considerados desafios que exigem maior atenção militar e de inteligência.
Essa reorientação estratégica gerou controvérsia dentro do próprio Pentágono. Alguns oficiais defendem que a China deve permanecer como a principal prioridade, conforme estabelecido na Estratégia de Defesa Nacional de 2022.
A decisão é considerada uma vitória para o SOUTHCOM. Historicamente, o comando recebeu menos recursos e atenção em comparação com outras áreas de operação militar dos EUA, como o Indo-Pacífico e a Europa.
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