As ações da Intel registraram queda de quase 13% no after-hours após a divulgação de projeções de receita e lucro para o segundo trimestre abaixo das expectativas do mercado. A empresa enfrenta desconfiança dos investidores em seu plano de recuperação.
Para o primeiro trimestre de 2024, a Intel reportou uma receita de US$ 12,7 bilhões. Para o segundo trimestre, a projeção de faturamento ficou entre US$ 12,5 bilhões e US$ 13,5 bilhões, enquanto analistas esperavam, em média, US$ 13,6 bilhões.
A divisão de fabricação de chips, ou foundry, é um ponto central de preocupação. A unidade registrou um prejuízo operacional de US$ 7 bilhões em 2023. No primeiro trimestre deste ano, a perda foi de US$ 2,5 bilhões, com receita de US$ 4,4 bilhões, uma queda de 10%.
O CEO Pat Gelsinger, que assumiu em 2021, lidera um plano de reestruturação. O objetivo é investir US$ 100 bilhões na construção e expansão de fábricas em quatro estados americanos, conforme detalhado pelo portal NeoFeed.
A estratégia visa tornar a Intel a segunda maior foundry do mundo até 2030, competindo diretamente com gigantes asiáticas como TSMC e Samsung. Atualmente, a empresa produz principalmente para uso próprio, mas busca atrair clientes externos.
Gelsinger afirmou que 2024 será o ano de piores perdas operacionais para o negócio de foundry. Ele projeta que a divisão atinja o ponto de equilíbrio, ou break-even, somente por volta de 2027, o que testa a paciência do mercado.
Apesar dos desafios na fabricação, outras áreas da Intel mostraram crescimento. A receita do Client Computing Group, focado em PCs, cresceu 31%, para US$ 7,5 bilhões. O segmento de Data Center e IA avançou 5%, para US$ 3 bilhões.
A empresa também aposta no seu novo chip acelerador de IA, o Gaudi 3, para competir com a Nvidia. No entanto, a distância entre as duas companhias é grande. O valor de mercado da Nvidia é de US$ 2,1 trilhões, contra US$ 148 bilhões da Intel.
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