O presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos para exaltar a economia americana. Ele descreveu o momento como um “boom dos colarinhos-azuis”, referindo-se aos trabalhadores de classes mais baixas.
Trump afirmou que os EUA vivem a economia mais próspera e inclusiva da história. Ele citou a criação de empregos e o aumento de salários, especialmente para os trabalhadores de baixa renda, como prova de seu sucesso econômico.
No campo comercial, Trump mencionou os acordos recém-assinados com a China, além do novo pacto com México e Canadá. Ele destacou essas negociações como vitórias para sua administração, conforme reportado pela BBC Brasil.
As declarações mais fortes foram direcionadas à União Europeia. Trump ameaçou impor tarifas “muito altas” sobre carros e outros produtos europeus caso um acordo comercial não seja alcançado. Ele afirmou que a UE é “mais difícil de lidar do que a China”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu em seu discurso. Ela afirmou que a Europa está pronta para negociar um acordo “ambicioso e abrangente” com os EUA, mas defendeu que o bloco agirá se for tratado de forma injusta.
Em relação ao clima, Trump criticou duramente os ativistas, chamando-os de “profetas da desgraça” e “herdeiros dos tolos videntes de ontem”. Ele pediu a rejeição de previsões de apocalipse e a celebração do potencial humano.
A fala de Trump ocorreu logo após o discurso da ativista sueca Greta Thunberg, que havia criticado a inação dos líderes mundiais. Em contraste com suas críticas, Trump anunciou que os EUA se juntarão à iniciativa “Um Trilhão de Árvores”.
A agenda de Trump em Davos também incluiu encontros sobre a crise na Venezuela. Ele se reuniu com a delegação do líder opositor Juan Guaidó, a quem os EUA reconhecem como presidente legítimo do país.
Trump reiterou seu apoio a Guaidó e se referiu a Nicolás Maduro como um “governante ilegítimo”. O encontro reforçou a posição da Casa Branca sobre a situação política venezuelana.
Outro tema abordado pelo presidente foi seu interesse na compra da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Ele confirmou a intenção, descrevendo-a como um “grande negócio imobiliário” e um ativo estratégico para os EUA.
Trump mencionou ter discutido o assunto com a primeira-ministra dinamarquesa, que anteriormente classificou a ideia como “absurda”. Para ele, a aquisição seria estrategicamente interessante para os Estados Unidos.
Toda a participação de Trump em Davos ocorreu em um momento político delicado. O Senado dos EUA iniciava formalmente o julgamento de seu processo de impeachment, um fato que pairou sobre sua presença no fórum global.
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