O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Durante o evento, ele se reuniu com líderes globais e empresários, enviando recados sobre suas possíveis políticas em caso de reeleição, incluindo tarifas e a relação com a OTAN.
A presença de um candidato presidencial no fórum é considerada incomum. Segundo informações da BBC News Brasil, a viagem foi financiada por doadores de campanha. O objetivo era apresentar uma imagem de estadista e acalmar preocupações de líderes sobre um eventual segundo mandato.
Interesse na Groenlândia
Durante uma entrevista, Trump relembrou seu interesse em comprar a Groenlândia. Ele descreveu a ideia como um “grande acordo imobiliário”. A proposta de adquirir o território autônomo da Dinamarca já havia sido feita durante seu primeiro mandato, mas foi prontamente rejeitada pelo governo dinamarquês.
O ex-presidente afirmou que a localização estratégica da ilha e seus recursos minerais a tornam um ativo valioso. A sugestão original causou um incidente diplomático em 2019, levando ao cancelamento de uma visita de Estado de Trump à Dinamarca.
Mudança de posição sobre a Venezuela
Trump sinalizou uma possível mudança em sua política para a Venezuela. Ele declarou que estaria aberto a se encontrar com o presidente Nicolás Maduro. Esta posição representa um forte contraste com a política de seu governo, que não reconhecia a legitimidade de Maduro.
Durante seu mandato, os EUA impuseram sanções severas à Venezuela e apoiaram o líder da oposição, Juan Guaidó. Trump criticou a atual administração de Joe Biden, afirmando que ela “não sabe o que está fazendo” em relação ao país sul-americano.
Ameaça de novas tarifas comerciais
No campo econômico, a principal mensagem de Trump foi a ameaça de novas tarifas. Ele indicou que, se eleito, poderá impor uma tarifa de 10% sobre todas as importações para os Estados Unidos. A medida seria uma escalada significativa na política protecionista.
Além da tarifa universal, Trump mencionou especificamente a China. Ele cogitou a possibilidade de aplicar uma tarifa de 60% ou mais sobre os produtos chineses. A medida visa, segundo ele, proteger a indústria americana e reequilibrar a balança comercial.
Recados à OTAN e à Europa
O ex-presidente reiterou suas críticas aos aliados europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele afirmou que os países-membros precisam “pagar suas contas” e cumprir as metas de investimento em defesa, que são de 2% do PIB.
Trump sugeriu que, sob seu comando, os EUA poderiam não defender os aliados que não atingirem essa meta. A declaração gerou preocupação entre líderes europeus sobre o compromisso americano com a segurança coletiva da aliança militar.
Encontros com líderes globais
Em Davos, Trump teve uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A pauta incluiu temas de comércio e segurança. Von der Leyen destacou a importância de um “campo de jogo nivelado” nas relações comerciais entre EUA e União Europeia.
Ele também se encontrou com o presidente da Polônia, Andrzej Duda. A conversa abordou o futuro da OTAN e o apoio à Ucrânia. A Polônia é um dos países que cumprem a meta de gastos militares da aliança.
Outro encontro notável foi com o recém-eleito presidente da Argentina, Javier Milei. Durante a breve conversa, Milei expressou seu apoio a Trump e ao seu slogan “Make America Great Again”, afirmando que espera que ele vença as próximas eleições.
Críticas à agenda climática
Trump também se posicionou sobre as mudanças climáticas, um tema central em Davos. Ele criticou duramente os ativistas do clima, a quem chamou de “catastrofistas”. O ex-presidente defendeu o uso contínuo de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural.
Sua postura diverge da maioria dos líderes e empresas presentes no fórum, que discutiam a transição para uma economia de baixo carbono. Trump prometeu reverter políticas de energia verde caso retorne à Casa Branca.
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