Uma operação da Polícia Civil de Alagoas desmantelou duas fazendas de mineração de criptomoedas. Os locais, situados em Maceió e Marechal Deodoro, operavam com furto de energia elétrica e água, gerando prejuízos significativos para as concessionárias locais.
Operação Gato de Botas
A ação, batizada de “Operação Gato de Botas”, foi o resultado de uma investigação que durou cerca de um mês. O objetivo era coibir o furto qualificado de serviços essenciais na região metropolitana da capital alagoana.
A operação contou com a participação de equipes da Polícia Civil. Além disso, técnicos da concessionária de energia Equatorial Alagoas e da empresa de saneamento BRK deram suporte para identificar as fraudes.
Nos locais, foram encontrados computadores de alta performance e sistemas de refrigeração potentes. Esses equipamentos são necessários para a mineração de criptoativos, atividade que consome uma quantidade massiva de energia elétrica.
Os sistemas de ventilação e resfriamento também dependiam de um grande volume de água, que era desviada ilegalmente da rede de abastecimento para manter os equipamentos em funcionamento contínuo.
Prejuízo de R$ 150 Mil Mensais
O impacto financeiro do esquema era expressivo. Segundo estimativas da Equatorial Alagoas, o prejuízo causado pelo furto de energia alcançava R$ 150 mil por mês. Este valor reflete o alto consumo da atividade de mineração.
A concessionária BRK também registrou perdas com o desvio de um grande volume de água. O recurso era utilizado para resfriar os equipamentos que operavam de forma ininterrupta para minerar os ativos digitais.
O delegado Lucimério Campos, responsável pela operação, destacou a sofisticação da estrutura montada. A complexidade dos desvios evidenciava uma operação planejada para sustentar a mineração de criptomoedas de forma clandestina.
Investigação e Consequências Legais
A investigação foi iniciada após denúncias das próprias concessionárias, que identificaram anomalias no consumo de suas redes. A apuração levou os agentes até as duas propriedades usadas como fazendas de mineração.
Os responsáveis pelos imóveis e pela operação ilegal foram identificados e serão indiciados. Eles responderão pelo crime de furto qualificado, que envolve o desvio de energia elétrica e água.
A legislação brasileira prevê penas severas para este tipo de crime. A pena para furto qualificado varia de dois a oito anos de reclusão, além da aplicação de multa.
As autoridades continuam a apurar se há outras pessoas envolvidas no esquema criminoso e a extensão total dos danos causados pela fraude.
Impacto para as Concessionárias Locais
O furto de energia e água não apenas gera perdas financeiras diretas para empresas como a Equatorial e a BRK. A prática também sobrecarrega a infraestrutura e pode comprometer a qualidade dos serviços para os consumidores regulares.
Desvios em larga escala, como os identificados na Operação Gato de Botas, afetam a estabilidade da rede elétrica. Isso pode levar a oscilações e interrupções no fornecimento para residências e comércios na região.
Para a rede de saneamento, o furto de grandes volumes de água pode impactar a pressão e a disponibilidade do recurso para outros usuários. Ações como essa exigem investimentos constantes das empresas em fiscalização e combate a fraudes.
Próximos Passos
Com o desmantelamento das fazendas, a Polícia Civil prossegue com o inquérito para finalizar a responsabilização dos envolvidos. Os equipamentos apreendidos passarão por perícia para dimensionar a operação clandestina.
As concessionárias Equatorial Alagoas e BRK devem buscar o ressarcimento dos prejuízos causados. O caso serve de alerta para a fiscalização de atividades de alto consumo energético, como a mineração de criptoativos.
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