O ano de 2026 marcará o 50º aniversário do maior roubo de obras de Pablo Picasso. O crime ocorreu em 1976, quando 118 peças do artista foram levadas do Palais des Papes, em Avignon, na França, durante uma exposição.
As obras estavam emprestadas pelo Musée National d’Art Moderne de Paris para a mostra. O valor total das peças roubadas foi estimado na época em 50 milhões de francos, o que equivalia a cerca de US$ 10,5 milhões, conforme detalhado em um relatório do portal Exame.
O crime foi descoberto por uma faxineira, que encontrou apenas as molduras vazias no local. O responsável pelo ato foi Bernard “Le Renard” Khaski, conhecido como “A Raposa”. Ele cortou as telas das molduras para facilitar o transporte das obras de arte.
Após o roubo, Khaski entrou em contato com o advogado Pierre Lamic. Ele se apresentou como um intermediário dos ladrões e exigiu um resgate para a devolução das pinturas. O valor solicitado variava entre 8% e 10% do valor total das obras.
A quantia do resgate deveria ser paga à “Organisation of the Gay Liberation Front”. No entanto, o Ministério da Cultura da França se recusou a negociar com os criminosos e não efetuou qualquer pagamento para reaver as peças.
Apesar da recusa do governo em pagar o resgate, as obras foram posteriormente recuperadas. As 118 telas de Picasso foram encontradas abandonadas em um esgoto na cidade de Marselha, também na França.
Com a recuperação das obras, as investigações levaram à prisão de Bernard Khaski. Ele confessou a autoria do crime e foi condenado a cinco anos de prisão. Contudo, cumpriu apenas uma parte da pena estabelecida pela justiça francesa.
Anos depois, Khaski publicou um livro de memórias detalhando sua vida no crime. A obra foi intitulada “Le dernier vol de l’aigle”, que em tradução livre significa “O Último Voo da Águia”.
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